Integração off e onlineNossa última colaboração teve lugar recentemente no Mestrado de Marketing Online organizado por Ele Digitala através de Springfield. Pelo segundo ano consecutivo, José Ignacio Esnaola, de Publis, e Guilherme Vilarroig, de Overalia, fizeram um curso sobre a integração das estratégias on e off-line em projetos de marketing e comunicação.

Ambas as empresas buscando o mesmo objetivo dos projetos, “vender mais”, mas cada uma, aplicando estratégias diferentes. Em Publis, o fazem através de campanhas tradicionais e, em Overalia, através da visibilidade na Internet. Assim, ambos os profissionais quiseram oferecer conjuntamente uma visão global das estratégias de comunicação e marketing, unindo a parte on e offline.

Esnaola defendeu a capa e a espada, a importância da solvência de uma marca para vender maise melhor, independentemente do que tenha visibilidade on ou offline. Além disso, insistiu na necessidade de trabalhar a marca e de fornecê-lo de valores com seus próprios méritos. Isso sim, não há dúvida de que a chave está em investir para comunicar os valores e as conquistas alcançadas.

Por sua parte, Vilarroig colocou o foco na importância de analisar e comparar os custos de captação de clientesoffline (feiras, missões comerciais, etc.) e online, com o investimento que representa a Internet. Nesse sentido, salientou que “há que ser consciente de que, fazendo bem os deveres dos custos de captação de novos clientes podem ser muito interessantes”. Especialmente porque “pode-se chegar a mercados inacessíveis por meios tradicionais“. Afirmou que as empresas que vire as costas para esta realidade será, a médio prazo, menos competitivas.

Para sustentar este discurso puseram exemplos de projetos e casos reais em que trabalharam. Casos de sucesso, mas também fracassos, para ver as duas faces de moeda.

Rentabilidade de um projeto online. Mais do que um site.

visibilidade-onlineTambém se debateu sobre como implementar um projeto rentável e como negociar com um fornecedor. E como é de costume, veio à tona o desconforto das empresas que se sentem desencantadas ou frustradas, já que, apesar dos esforços, não conseguem ter resultados.

A discussão animou-se, neste ponto, já que Vilarroig (recém-chegado do Google em Mountain View) insistia que fazer uma página web não é sinônimo de sucesso na Internet. E que, no final, é muito mais complexo do que o cliente entenda e avalie todo o trabalho que tem que fazer. Nesse sentido, lamenta que “infelizmente, continua comprando o que se vê, o tangível. E isso é aproveitado por alguns para contar ao cliente o que ele quer ouvir. Que em muitos casos não é o mesmo que o que há que fazer. E isso implica um esforço e um custo extra por parte do cliente, que nem sempre se quer entender e assumir”.

Por parte dos participantes, que em muitos casos são “o cliente”, houve muitas reclamações sobre a solidão e os escassos meios de que dispõem os responsáveis de marketing e de comunicação para poder abordar, digerir e colocar em prática projetos que, em muitos casos, eles são grandes. E, sobretudo, a pouca ou escassa participação da direção geral, muito cética sobre estes assuntos tão abstratos.

Falsas expectativas

A Internet é um meio tão complexo e mutável que até os que nos dedicamos a isso devemos ter a prudência de não declararnos especialistas e ser conscientes de investimento que tem que fazer. Mas por mais que insistamos (nos tem dito o plano maior do Google no seu quartel-general) fazer uma web não implica que uma empresa venda através da internet. E é por isso que uma empresa ou agência que desenvolva páginas web não deve criar expectativas de algo que não conhece a um nível que lhe permita garantir resultados. Para ter sucesso você tem que investir tempo e recursos para que sua oferta esteja possíveis clientes, tal como acontece na vida real. Ninguém sonharia em abrir uma loja de shopping em um polígono industrial e que os carpinteiros que fizeram a obra sejam os que tenham que vender ou abrir uma delegação em um país sem um estudo prévio. Na Internet passa um pouco o mesmo.

Quase tudo é senso comum. As empresas que assim o entendam e aproveitem a oportunidade que supõe ser visíveis na Internet e poder impactar seu público-alvo com as ferramentas de que dispomos, sem dúvida, sairão beneficiadas, já que hoje o processo de venda offline passa por impactar primeiro na Internet. E isso é a única coisa que mudou.

Para fazê-lo bem, basta estender a mão à Internet e integrar a estratégia online, os procedimentos comerciais tradicionais. E para isso há que investir e há que arriscar-se com um companheiro de viagem que compreenda e controlar o meio e o sector em que se move o cliente. E por Deus e de uma vez por todas!, que se entenda que não só se trata de lavarle a cara da web com o menor custo possível.

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